terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Editorial
ARROGÂNCIA DO IRMÃO DE VAVÁ VAI ALÉM DA SUA CAPACIDADE INTELECTUAL
É lamentável e injustificável que um homem da postura do Senhor Adalberto Targino, conhecedor da lei, que assume um cargo importante no Governo do Estado do Rio Grande do Norte, de Procurador Estadual, por ocasião da posse de seu irmão Vavá, Prefeito de João Câmara, tenha se saído, no seu discurso, como representante da Governadora do Estado, com expressões pobres e de natureza perseguidora, pois o mesmo disse de alto e bom som, por transmissões na rádio do prefeito, que Vavá deveria colocar na cadeia aqueles que falavam mal dele. Sendo assim, vai colocar na cadeia grande parte da população de João Câmara.
É bem verdade que "não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da sua boca", pois assim está dito nas escrituras sagradas, porém, ao contrário do que propõe o irmão de Vavá, que por sinal tem um discurso bastante inflamado e agressivo quando vem aos palanques de João Câmara, a lei brasileira não está mais ao bel prazer da vontade ditatorial que antes havia nos quadros da Revolução de 1964, portanto, o Senhor Adalberto deveria respeitar mais as opiniões das pessoas e ensinar ao seu irmão Vavá a não fraudar licitações, a respeitar o dinheiro público, a não sacar cheques da prefeitura na boca do caixa dos bancos de forma irregular, a não perseguir os funcionários municipais que não votaram com ele ou então, deve aproveitar o ensejo para levar essas ameaças aos fiscais da CGU que disseram que na Prefeitura de João Câmara tinha uma quadrilha fraudando licitações.
É provável que os sintomas de ameaças tenham sido utilizados para calar a oposição e talvez dirigido a Juracy, que no seu blog da Nação Junina tem levantado algumas leves críticas a atos da administração de Vavá, mas não observa o feitor do discurso inflamado que as rádios que Vavá administra em João Câmara, diariamente inflama a oposição e bate forte no comportamento de seus adversários, sempre ao bel prazer dos interesses politicos do prefeito. Não ameace calar a oposição, ameace seu irmão Vavá para respeitar o dinheiro do povo e não fraudar licitações na prefeitura e, por falar em fraudar licitações, parece que vocês têm força mesmo sobre as outras autoridades, pois o que a Polícia Federal, juntamente com a CGU já apuraram na administração de Vavá, se fosse em outras cidades o prefeito e seus assessores já estariam na cadeia.
Mas de Vavá não se tem o que falar dele, pois pela riqueza e arrogância, as pessoas têm medo, mas pelo fechamento do matadouro, fechamento da central do cidadão, fechamento do mercado público, pelo curral do gado espedaçado na beira da pista, pelos tratores comprados a URFESA de Mossoró, pela vontade de derrubar o torreão, pelo superfaturamento de medicamentos, pela falta de merenda escolar nas escolas e por tantas outras coisas que teremos oportunidades de falar, é possível se falar mal de Vavá, a menos que se tenha medo das ameaças do seu irmão Adalberto Targino. Parece que o Senhor Adalberto esqueceu que vivemos em um Estado Democrático de Direito onde a lei impera sobre a vontade pessoal e entre o desejo de um e o feito de outro, há um Juiz que decide, e não a arrogância do poder que se impõe. A expressão mais democrática e passiva de compreensão seria para que o prefeito abrisse processo contra aqueles que falam dele, mas ia abrir contra muita gente e, por reconvenção...meu Deus do Céu!
(José Ribamar Leite)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

 

NO ÚLTIMO SÁBADO DIA 12 UM NOVO TREMOR DE TERRA ABALOU PEDRA PRETA

    No último dia 12/01/2013, às 07:10 UTC (04:10 hora local) ocorreu um novo tremor, desta vez de magnitude 1.9, na região de Pedra Preta-RN. Esse evento deve ter sido sentido na área epicentral na localidade de Cabeço Preto, conforme dados colhidos pelas estações sismológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
    O registro desse evento na estação de Riachuelo (RCBR) é mostrado na Figura 1.
Figura 1. Registro do evento na estação RCBR.
      
 COMEÇA A VIGORAR EM FEVEREIRO A REDUÇÃO DO PREÇO DA ENERGIA ELÉTRICA

       BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff sancionou com seis vetos o projeto de lei de conversão à Medida Provisória 579, que dispõe sobre as concessões de energia elétrica e reduz os encargos setoriais para permitir energia mais barata ao consumidor. A meta é de uma redução de 20,2% nas contas de luz neste ano. De acordo com o texto, as concessões de energia elétrica poderão ser prorrogadas uma única vez, a critério do poder concedente, pelo prazo de até 30 anos. Entre os vetos estão duas condições impostas para a prorrogação da concessão: a submissão aos padrões de saúde e segurança no trabalho e de respeito aos direitos e garantias dos consumidores a serem definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela legislação vigente e a definição pela Aneel das atividades acessórias que poderão ser executadas com terceiros.
       Na avaliação do Ministério de Minas e Energia, a proposta pretendia atribuir à Aneel competência estranha à sua finalidade institucional. Ressalta ainda que essas questões já estão garantidas pela legislação trabalhista e de defesa do consumidor. A presidente vetou também o dispositivo que permitia a devolução da Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica aos empreendedores. Para o Ministério da Fazenda, isso "desvirtua a vinculação do produto da arrecadação da atividade que deu causa à sua instituição". Foi vetado ainda o artigo 31, que permitia às concessionárias de energia que não tiveram suas obras iniciadas em razão de comprovados atos ou fatos alheios à sua gestão o direito de equilíbrio econômico-financeiro. Na avaliação do governo, os termos de reequilíbrio estabelecido no texto "violam os princípios da isonomia e da modicidade tarifária".
           O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, disse que o órgão regulador deve aprovar ainda em janeiro a revisão tarifária extraordinária das distribuidoras de eletricidade. As novas tarifas, que devem começar a valer no dia 5 de fevereiro, irão incorporar o desconto nas contas de luz obtido pela renovação antecipada das concessões do setor elétrico e pela redução de encargos. Segundo ele, os cálculos sobre a divisão de cotas da energia das concessões renovadas de geração já estão prontos, mas serão aprovados junto com a revisão das distribuidoras. A única pendência é a quantidade de recursos adicionais que o Tesouro Nacional terá que aportar ao pacote para se chegar ao desconto médio de 20,2% prometido pela presidente Dilma Rousseff, mesmo com a não adesão de importantes companhias de geração ao pacote. "Falta ainda o Tesouro informar o tamanho do aporte", afirmou Hubner.

domingo, 6 de janeiro de 2013

NOVOS TREMORES DE TERRA EM PEDRA PRETA

   Nesse dia 05/01, dois novos tremores foram sentidos pela população de Pedra Preta-RN. O primeiro evento ocorreu às 12:18 UTC (09:18 hora local) e teve magnitude 3.6. O segundo evento ocorreu às 13:01 UTC (10:01 hora local) e teve magnitude 2.8.


O epicentro do sismo das 12:18 UTC é simbolizado pela estrela vermelha. Os triângulos simbolizam estações sismográficas operando na região.
    O registro do primeiro evento na estação de Riachuelo (RCBR) é mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro do sismo de magnitude 3.6 pela estação RCBR.
    O sismo de ontem foi o maior evento até agora ocorrido na região. Como tem sido relembrado mesmo após dois anos do início da atividade sísmica em Pedra Preta a mesma persiste não sendo possível prever, entretanto, como essa atividade sísmica irá evoluir.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

TERREMOTOS:
A PREVENÇÃO É A MELHOR FORMA DE EVITAR DANOS A POPULAÇÃO

OS MUNICÍPIOS DE PEDRA PRETA, JOÃO CÂMARA, POÇO BRANCO E PARAZINHO DEVEM ELABORAR SEUS PLANOS DE CONTINGÊNCIAS PARA PREVENIR A REDUÇÃO DOS DANOS A POPULAÇÃO

             Estamos numa fase aguda de abalos sismicos na Região do Mato Grande.  Os estudos técnicos estão mostrando que as falhas geológicas que cortam as cidades da região estão em inteira evidência, embora não se posso ainda delimitar os possíveis estragos em razão de abalos grandes, pode-se dizer que os Poderes Públicos Municipal, Estadual e Federal devem urgentemente determinarem medidas de prevenções para reduzirem os possíveis danos as populações locais.  Os governantes costumam entregar o futuro "ao deus dará", para não dizer "ao Deus dará", na esperança de que nada de grave vai acontecer.
             Enquanto assim estão levando insensatos, empurrando com a barriga o que deveriam fazer para prevenir e reduzir os riscos contra aS populações despreparadas, a cada dia torna-se mais distante a chegada das ações ao povo quando assim for necessário, pois se há planejamento, se há metas e ações a serem feitas no momento certo, tendo em vista as experiências anteriores, logo, se houver danos graves, as ações e metas já estão delimitadas e definidas de onde seram originadas e postas em prática.  Embora a defsa civil do Estado esteja organizada para enfrentar as diversidades, em algumas áreas, nas áreas de terremotos esse preparo é precário ou não existe.
           As autoridades locais, vereadores e Prefeitos, lideranças políticas e religiosas devem intervir no problema para começarem a cobrar do poder público e da própria população as medidas que devem ser feitas.  Muitas vezes um abalo sismico em si não levará danos a população, mas o pânico criado em função do mesmo pode acarretar inúmeros danos, como por exemplo, a correria de alunos das salas de aulas para as ruas, para fora da escola, quando a salas de aulas só dispõem de um porta de 0,80m (oitenta centímetros) de largura, não tendo espaço suficiente para o escoamento do número de alunos por determinada unidade de tempo.  Essas e outras diversas situações precisam ser equacionadas urgentemente para evitar maiores danos materiais e humanos. Em que pese a boa vontade das autoridades, essa boa vontade deve refletir em ações concretas, ações essas voltadas tanto para o treinamento da população, como para as medidas de socorro necessárias aos momentos difíceis.  Conviver com a seca não é conviver com os terremotos, pois empurrar com a barriga as medidas preventivas contra os terremotos em desfavor da população é muito diferente de empurrar com a barriga as medidas contra as secas.

ACORDEM AUTORIDADES! ACORDEM POPULAÇÃO DO MATO GRANDE!



Como os terremotos são medidos

A escala Richter

             Até 1979, a intensidade dos terremotos era medida através da conhecida escala Richter, mas em 1979 ela foi substituída pela escala de magnitude momentânea, de sigla Mw. Na prática, entretanto, os resultados são muito aproximados.          Da mesma forma que a escala Richter, a Mw também mede a energia liberada pelos terremotos e também é uma escala logarítmica. Isso significa que os números da escala medem fatores de 10. Assim, um terremoto que mede 4 graus tem 10 vezes mais amplitude que um que mede 3 graus e 100 vezes maior que um que mede 2. Quanto maior a magnitude de um terremoto, maior sua energia e capacidade de destruição, mas os efeitos dependem de vários fatores, entre eles a distância, profundidade, condições do terreno e tipo de edificações. De modo geral, os sismos são classificados da seguinte forma:
DESIGNAÇÃO MAGNITUDE EFEITOS POSSÍVEISQUANTIDADE POR DIA
Micro < 2,0 Micro tremor de terra, não se sente. ~ 8000 por dia
Muito pequeno2,0-2,9 Geralmente não se sente, mas é detectado/registrado. +/-1000 por dia
Pequeno3,0-3,9 Frequentemente sentido, mas raramente causa danos. +/-49000 por ano
Ligeiro4,0-4,9 Tremor notório de objetos no interior de habitações, ruídos de choque entre objetos. Danos importantes pouco comuns. +/- 6200 por ano
Moderado5,0-5,9 Pode causar danos maiores em edifícios mal concebidos em zonas restritas. Provoca danos ligeiros nos edifícios bem construídos.+/- 800 por ano
Forte6,0-6,9 Pode ser destruidor em zonas num raio de até 180 quilômetros em áreas habitadas. +/- 120 por ano
Grande 7,0-7,9 Pode provocar danos graves em zonas mais vastas. +/- 18 por ano
Importante 8,0-8,9 Pode causar danos sérios em zonas num raio de centenas de quilômetros.+/- 1 por ano
Excepcional 9,0-9,9 Devasta zonas num raio de milhares de quilômetros. +/- 1 a cada 20 anos
Extremo > 10,0 Nunca registrado 

A Mw é uma escala infinita e pode inclusive apresentar números negativos. No entanto, as forças naturais envolvidas limitam o topo da escala em aproximadamente 10, já que teoricamente não existe energia em um terremoto capaz de superar esta marca. Até hoje, o maior terremoto ocorrido na história foi de 9.5 graus e ocorreu no Chile, em 1960.

Escala Richter

A escala de Richter foi desenvolvida em 1935 pelos sismólogos Charles Francis Richter e Beno Gutenberg, ambos membros do California Institute of Technology (Caltech), que estudavam sismos no Sul da Califórnia.
A escala representa a energia sísmica liberada durante um terremoto e se baseia em registros sismográficos.
A escala Richter aumenta de forma logarítimica, de maneira que cada ponto de incremento significa um aumento 10 vezes maior no registro sismográfico.
Dessa forma, a onda de sismo de magnitude 4.0 é 100 vezes maior que a onda de um sismo de 2.0. No entanto, é importante salientar que o que aumenta é a amplitude das ondas sismográficas e não a energia liberada.
Em termos gerais a energia de um terremoto aumenta 33 vezes para cada grau de magnitude, ou aproximadamente 1000 vezes a cada duas unidades.

Escala Mercalli

A escala Richter e a MW não permitem avaliar a intensidade sísmica em um local determinado e em particular em zonas urbanas, já que elas medem a intensidade absoluta do terremoto.
Para medir os efeitos de um terremoto é usada a escala de Mercalli, criada em 1902 pelo sismólogo italiano Giusseppe Mercalli.
Essa escala não se baseia em registros sismográficos, mas nos efeitos ou danos produzidos nas estruturas e percebidos pelas pessoas nas imediações do abalo. Para um mesmo sismo a classificação é diferente, pois depende dos efeitos registrados.
A escala de Mercalli tem importância apenas qualitativa e não deve ser interpretada em termos absolutos, uma vez que depende de observação humana. Por exemplo, um sismo com 7.0 graus na escala Mw ocorrido em um deserto inabitado pode ser classificado como 1 na escala de Mercalli, já que não produz danos.
Por outro lado, um sismo amplitude sísmica de 5.0 graus ocorrido em uma zona urbana com construções débeis pode causar efeitos devastadores, podendo atingir nível 12 na escala.
 
NOVOS TREMORES DE TERRA NO MUNICÍPIO DE PARAZINHO 
 
    Nesses dias 27 e 28 de dezembro, (2012), ocorreram novos tremores de terra na região de Parazinho-RN, todos registrados pela estação RCBR da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.No dia 28 dois tremores foram registrados, ambos de magnitude 2.6 e 1.7 e no dia 27 um tremor de magnitude 1.7 na escala Richter.

Figura 1. Sequencia de sismos de Parazinho registrados pela estação RCBR.  

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012



A TERRA VOLTA A TREMER EM PARAZINHO COM ABALO DE 2.2

O epicentro do sismo está simbolizado pela estrela vermelha. A estação de Riachuelo (RCBR) está simbolizada pelo triângulo vermelho. Estão representados também epicentros de sismos de Pedra Preta (em verde) e de João Câmara (em azul).
     Esses eventos foram também registrados por estações RSISNE (NPLI, Livramento-PB; NBPV, Pedro Velho-RN) e INCT-ET (PFBR, Pau dos Ferros-RN) a que se tem acesso via internet.
Registro do evento na estação RCBR.
          Como se pode notar, embora recente, a atividade sísmica na região de Parazinho-RN já se mostra intensa tendo ocorrido vários tremores de magnitude preliminar estimada acima do limite de percepção (1.5). Um dos problemas a ser considerado é como essa atividade vai evoluir levando-se em conta que a falha ativa na região acumulou energia durante um período de 40 anos (pelo menos não se conhecem sismos  dessa falha sentidos pela população nesse período). Outro fator a ser considerado é que, conforme a cima, das áreas epicentrais mostradas (Parazinho, João Câmara e Pedra Preta) o epicentro de Parazinho é o mais próximo da sede do município (aproximadamente 6 km). Como já dissemos em postagem anterior o sismo de maior magnitude, ocorrido em 1973, atingiu 4.3, tendo sido sentido em Natal, a mais de 95 km do epicentro. O efeito máximo então observado na área epicentral foi de derrubamento de várias casas e/ou paredes de casas e telhados (Ferreira, 1983).